João Duarte é geólogo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde é director adjunto do Instituto Dom Luiz. Doutorou-se pela Universidade de Lisboa, com uma tese sobre a tectónica do Golfo de Cádis e o papel do Arco de Gibraltar, e foi investigador na Universidade Monash, na Austrália. Trabalha na modelação de diferentes ambientes tectónicos, desde a subducção — o processo em que uma placa tectónica mergulha por baixo de outra, afundando-se no interior da Terra — à ligação entre a tectónica e as marés e, mais recentemente, na geologia de outros planetas rochosos e na origem da vida. É presidente da Divisão de Tectónica e Geologia Estrutural da União Europeia das Geociências, a EGU, e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
Neste episódio, João Duarte conta o que o levou à geologia e ao estudo das placas tectónicas, e explica-nos o que são, afinal, estas peças que formam a superfície da Terra e porque é que se movem.
Falamos da ideia de que os oceanos não duram para sempre — nasceram, crescem e um dia voltarão a fechar-se — e da hipótese, abordada no seu trabalho, de se estar a formar uma nova zona de subducção a sudoeste de Portugal.
A conversa passa pela causa do sismo de 1755, pela informação geológica de que dispomos e sobre o risco sísmico em Portugal, e ainda por tópicos mais inesperados do seu trabalho — o clima ao longo de milhões de anos, a origem da vida e a comparação com outros planetas rochosos.

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