O nosso convidado é David Aragão, cientista sénior no Diamond Light Source, um sincrotrão no Reino Unido. Um sincrotrão é um acelerador de electrões que os faz circular a velocidades próximas da da luz para produzir feixes de raios-X de alta intensidade, que são depois distribuídos por «linhas de luz» onde se fazem as experiências. A linha do David Aragão, a I04, serve para a determinação da estrutura de proteínas. Nascido em Lisboa, especializou-se em cristalografia de raios-X e na operação de linhas de luz para cristalografia em vários sítios do mundo.
Graças ao seu trabalho com proteínas de membrana, colaborou com o bioquímico norte-americano Brian Kobilka num trabalho que o comité do Nobel viria a considerar decisivo para o Prémio Nobel da Química de 2012. Foi recentemente eleito Fellow da Royal Society of Biology tal como, em 2024, tinha sido da British Crystallographic Association. Neste episódio, conta como se "fotografa" uma proteína com resolução atómica e em que consiste o dia-a-dia numa linha de luz. Fala da colaboração com Kobilka, do seu trabalho à volta do vírus que ameaça papagaios raros na Austrália, da procura de antivirais durante a pandemia de Covid-19 e da sua actividade política como vereador em Didcot, onde reside.

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