Este sábado, Luís Montenegro colocou a hipótese de apresentar uma moção de confiança ao Parlamento, nas palavras da comentadora Catarina Martins, “como quem diz 'agarrem-me, se não vamos a eleições'”. E, logo a seguir, o PCP apresentou uma efetiva moção de censura, de imediato reprovada pelo PS. Em menos de três horas, ficou resolvida uma crise política que podia ter arrastado o país para novas eleições. Em vez de se confiar, decidiu-se censurar.
Mas quem ficou com a responsabilidade? E será que tudo isto foi só mesmo uma brincadeira de Carnaval? “Não sou adivinha, só sei que não interessa nada ao país e aos portugueses ir a eleições”, garante Cecília Meireles. Já Catarina Martins expressa uma maior indignação. “Nós podemos ter um primeiro-ministro que não cumpre as leis básicas da democracia?”, pergunta. Ouça aqui a análise do Linhas Vermelhas em podcast, emitido a 3 de março na SIC Notícias.

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