A CGTP protagonizou uma segunda greve geral em torno do pacote laboral do Governo, a adesão ficou aquém das expectativas e os efeitos políticos revelam-se limitados. Miguel Morgado questiona se a reforma justifica duas greves gerais e aponta para uma possível estratégia da CGTP de pressão sobre o Chega, que acaba por recusar viabilizar a proposta. Carlos Guimarães Pinto considera que o desfecho depende sobretudo das sondagens e das movimentações táticas do partido de André Ventura, enquanto Cristina Rodrigues sublinha que a greve foi “mal utilizada” e serviu de pretexto para uma demonstração de força sindical. Os desacatos nas ruas mancham o protesto e motivam uma crítica direta ao Ministro da Administração Interna. Miguel Morgado denuncia ainda a desinformação que marcou dez meses de debate em torno da reforma laboral, alertando para as responsabilidades dos protagonistas políticos na fidelidade à informação. Ouça a análise dos comentadores no Linhas Direitas em podcast, emitido na SIC Notícias a 3 de junho.
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