O verão passou, a realidade ficou — e que realidade. O programa *Isto É Gozar com Quem Trabalha* regressou com o balanço que o país merecia e que ninguém pediu, mas todos precisavam: Cabrita ainda no governo (e a velocidade do carro ainda por apurar), um iraquiano suspeito de terrorismo que recebeu em casa o primeiro-ministro, o vice e o Presidente da República no seu restaurante — porque se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, de preferência pedir a carta —, um juiz negacionista que parece moderar orgias em vez de manifestações, e António Costa a percorrer o país inteiro a lembrar, com toda a subtileza de uma bazuca, que é *ele* quem tem o cheque do Plano de Recuperação e Resiliência. Que, para quem não ouviu bem, é o Plano de Recuperação e Resiliência. O PRR. A bazuca. Os milhões. Da bazuca.
Na segunda parte, o engenheiro Fernando Santos sentou-se no sofá e explicou, com a serenidade de quem já viu tudo, que o Ronaldo não bate pontapés de baliza por razões científicas (ele foi engenheiro, sabe destas coisas), que o cigarro é uma companhia desde que a mulher partiu, que três anos sem fumar terminaram porque o pessoal do hotel começou a cobrar os cigarros que ele cravava, e que há duas coisas que nunca trocaria pelo título europeu: a fé e a mulher. O tabaco, esse, é negociável.

Sugestão de Verão: sobre sátira política, com Cátia Domingues, Cláudio Almeida, Guilherme Fonseca, Joana Marques, Manuel Cardoso, Miguel Góis, José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira
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Regresso a 2021: “Percebi mal o slogan de Ventura: não é querer a ditadura das pessoas de bem. É querer a ditadura das pessoas que não batem bem”
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Sugestão de Verão: Joana Marques e Ricardo Araújo Pereira sobre rir de tudo e rir de nada
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