O verão passou, a realidade ficou — e que realidade. O programa *Isto É Gozar com Quem Trabalha* regressou com o balanço que o país merecia e que ninguém pediu, mas todos precisavam: Cabrita ainda no governo (e a velocidade do carro ainda por apurar), um iraquiano suspeito de terrorismo que recebeu em casa o primeiro-ministro, o vice e o Presidente da República no seu restaurante — porque se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, de preferência pedir a carta —, um juiz negacionista que parece moderar orgias em vez de manifestações, e António Costa a percorrer o país inteiro a lembrar, com toda a subtileza de uma bazuca, que é *ele* quem tem o cheque do Plano de Recuperação e Resiliência. Que, para quem não ouviu bem, é o Plano de Recuperação e Resiliência. O PRR. A bazuca. Os milhões. Da bazuca.
Na segunda parte, o engenheiro Fernando Santos sentou-se no sofá e explicou, com a serenidade de quem já viu tudo, que o Ronaldo não bate pontapés de baliza por razões científicas (ele foi engenheiro, sabe destas coisas), que o cigarro é uma companhia desde que a mulher partiu, que três anos sem fumar terminaram porque o pessoal do hotel começou a cobrar os cigarros que ele cravava, e que há duas coisas que nunca trocaria pelo título europeu: a fé e a mulher. O tabaco, esse, é negociável.

“Luís Neves saiu de diretor da PJ e deve ter dito: 'Vou para o governo, vou ter saudades.' E eles: 'Não te preocupes, vamos lá visitar-te'”
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Regresso a 2021: “Um programa de rescaldo sobre a noite eleitoral de ontem, o que acaba por ser apropriado porque a maioria dos candidatos fez o mesmo com os seus programas”
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Sugestão de Verão: Guilherme Fonseca e Ricardo Araújo Pereira sobre ser e não ser
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