A uma semana das eleições autárquicas, e entre um “eu é que fiz isto” e “eu é que sou o presidente da junta”, apresentamos o “gozómetro”, um medidor oficial do absurdo da realidade política. Este instrumento fictício serve para satirizar promessas eleitorais irrealistas, como construir pontes para piriquitos ou resolver a crise de habitação para pombos. A entrevista com Luís Lourenço, presidente da junta de freguesia de Freixo de Soutelo, é um dos pontos altos do episódio. O autarca admite, com ironia, que não fez praticamente nada durante o mandato – e que isso, por si só, é uma estratégia: “Ninguém pode criticar a minha gestão porque, essencialmente, não fiz nada.” Fundou uma nova ordem de líderes locais de seu nome 'autarquietos'.

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