Neste bicentenário da Independência, Viviane Gouvêa, pesquisadora do Arquivo Nacional, olha para a história do país a partir da violência do Estado brasileiro contra os grupos marginalizados.
Em "Extermínio: Duzentos anos de um Estado Genocida", Gouvêa argumenta que indígenas, negros escravizados e libertos, operários, sem-terra e moradores de favelas e periferias foram vistos como inimigos internos pelas elites e pelas forças de segurança.
Tratados como ameaças à manutenção de uma ordem social desigual, não como cidadãos com direitos, esses grupos foram sistematicamente reprimidos com brutalidade, mesmo ao arrepio das leis, diz a autora neste episódio.
A política de extermínio de parcelas específicas da população brasileira, afirma, escancara os limites da nossa democracia —uma democracia de fachada que vale até o momento em que os despossuídos passam a reivindicar o seu espaço.

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