De que forma pessoas com ascendência africana passaram a se identificar como negras no Brasil depois da abolição e, com o passar das décadas, como negras com origem na diáspora forçada pela escravidão?
Esse é o fio condutor dos ensaios reunidos no livro “Modernidades Negras”, do professor da USP Antonio Sérgio Guimarães, convidado desta semana.
Na conversa com o repórter Eduardo Sombini, o sociólogo discutiu as origens da noção de democracia racial, objeto de críticas do movimento negro desde a ditadura.
Para Guimarães, o termo surgiu como uma utopia antirracista nas primeiras décadas do século 20, moldada em uma colaboração tensa entre negros, que buscavam se livrar dos estigmas da escravidão, e intelectuais brancos, que imaginavam um país com harmonia racial e um povo miscigenado.

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