Quando o Marquês do Pombal delimitou a Região Demarcada do Douro, a 10 de Setembro de 1756, não teve dúvidas em decretar que os melhores vinhos eram produzidos em ... Oeiras. Parece anedota, mas não é. Dono de vinhedos de altíssima qualidade na região de Lisboa, Sebastião José de Carvalho e Melo era homem de poucos pruridos no que à defesa dos seus interesses dizia respeito. E não hesitou em integrar as suas terras naquela que é uma das mais antigas regiões demarcadas do mundo. À luz dos valores democráticos dos dias de hoje, a atitude do Marquês é altamente censurável mas, neste episódio das Histórias do Porto, vamos perceber melhor o papel do "déspota iluminado" no desenvolvimento de um dos nossos principais produtos de exportação.
O jornalista Carlos Rico conversa com o historiador Gaspar Martins Pereira e com Isabel Narrana, a diretora executiva da Associação das Empresas do Vinho do Porto. Que, já agora, se devia chamar Vinho "de" Porto. Venha saber porquê.

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