A pianista iraniana Aida Sigharian saiu de Teerão para estudar música. Não saiu para fazer ativismo. Mas há distâncias que acabam por se transformar em responsabilidade. Neste Fúria Épica, falamos do Irão que existia antes do regime e continua para lá dele: a Pérsia, a poesia, a música, a língua, as ruas, as mães, as mulheres, a memória. Falamos também da República Islâmica, da guerra, de Trump, de Mahsa Amini, de Mulher, Vida, Liberdade, da culpa de viver em liberdade quando outras mulheres ainda não podem sentir o vento no cabelo. No fim, Aida escolhe Chopin. E uma palavra: melancolia



