Escreveu um livro sobre Israel, mas não escreveu apenas sobre Israel. Em “O Mito de Israel - O Ocidente, a Política, a Morte”, o ensaísta parte de Gaza para pensar uma história muito mais longa: a criação do Estado de Israel, a Nakba, a Shoah, o sionismo, o judaísmo, o exílio, a Terra de Israel, os colonatos, a Cisjordânia, Netanyahu e a falência do direito internacional. Pedro Levi Bismarck fala de Israel como uma “condensação catastrófica” da história ocidental. E separa aquilo que considera essencial distinguir numa discussão séria: a crítica ao Estado de Israel não é ódio aos judeus, o judaísmo não é o sionismo e a memória da perseguição não pode servir para justificar a violência sobre outro povo

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