Antes da guerra, antes das sanções, antes do nuclear, antes dos ayatollahs e das certezas rápidas, havia — e há — um país antigo, culto, contraditório, cansado e vivo. Miguel Judas, jornalista, foi ao Irão pela primeira vez em 2017 e voltou muitas vezes desde então. Como viajante e líder de viagens, atravessou bazares, desertos, ilhas de sal, fortalezas portuguesas, pontes onde se canta poesia e cidades onde a beleza convive com a vigilância. No Fúria Épica, fazemos uma conversa sobre o Irão que raramente cabe nas notícias: o das pessoas, das mulheres que forçaram mudanças, dos amigos que ficaram em Teerão, da memória portuguesa em Ormuz e de um país que, para Miguel Judas, deixou de ser destino e se tornou quase casa

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