Há quase 20 anos, Manuel Monteiro fez uma declaração que haveria de lhe ficar colada à pele: “A maioria da classe política está à cabeça de um imenso polvo que faz leis anticorrupção para esconder a origem do património acumulado”, acusou para logo a seguir usar a palavra “sanguessugas” caracterizando os deputados da Assembleia da República.
A entrevista ao Facto Político surge numa semana que acabaria por ficar marcada pelos ecos do discurso do Presidente da Assembleia da República no 25 de Abril onde lamentou o “reality show” em que se transformou a vida política portuguesa. Manuel Monteiro contextualiza as declarações de 2008, mas não recua na ideia de que “um país que necessita permanentemente de leis e de regulamentos para decretar a ética, é um país doente. A ética, a seriedade e a honra não se decretam. Ou se têm ou não se têm”.
Manuel Monteiro já tinha revelado que o Chega o tinha sondado para a possibilidade de vir a ser candidato com o apoio do partido às eleições presidenciais. A ideia não se concretizou e, apesar de dizer abertamente que votou AD nas Legislativas, não responde quando a pergunta é sobre qual foi o quadradinho em que pôs a cruz na segunda volta das presidenciais. Mas fica a análise: “O Chega não é um partido de direita. Só tem uma pessoa de direita: Diogo Pacheco Amorim”

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