Além do reconhecimento do Estado da Palestina, o antigo secretário-geral-adjunto da ONU Victor Ângelo fala da urgência de reforma da organização e aponta a “timidez” de Guterres na abertura de debates necessários.
Uns aplaudem e defendem que o reconhecimento da Palestina só peca por tardio, outros dizem ser apenas simbólico e não ser este o momento certo para o fazer, outros ainda questionam-se que Estado estará a ser verdadeiramente reconhecido e também há quem descreva a proatividade de Paris e Madrid neste processo como uma fuga em frente dos seus líderes para desviar atenções dos problemas domésticos.
Seja como for, uma dezena de governos ocidentais vão reconhecer o Estado da Palestina na semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, que arranca agora em Nova Iorque.
Victor Ângelo, conselheiro em segurança internacional e antigo secretário-geral-adjunto da ONU, sublinha que “este reconhecimento é fundamental”. Mesmo com o previsível veto posterior dos Estados Unidos no Conselho de Segurança, o gesto “mostra claramente que a comunidade das nações não está de acordo com a política seguida pelo Governo de Israel em relação à Palestina e o isolamento crescente não só de Israel mas também dos Estados Unidos” nesta questão.
Com 32 anos da sua vida dedicados às Nações Unidas, refere igualmente que “Israel está a fazer tudo o que pode para não permitir a criação de um Estado palestiniano viável”.

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