Rui Tavares acha um pouco tonto acharmos que só os nossos antepassados poderiam ter deixado os radicalismos dos anos 30 chegar ao poder. Não estamos imunes, e a Hungria é um caso que merece uma lupa demorada precisamente por já ter passado por vários ciclos de populismo e estar apenas agora, numa grande incerteza, a experimentar outra coisa. Como se garante participação cívica depois de uma vitória tão esmagadora? Como se evita cair nas mesmas armadilhas do poder? E o que é que a UE poderia fazer para tentar evitar que os Estados-membros resvalem para regimes iliberais?

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