Com a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão a completar duas semanas, Donald Trump levantou temporariamente as sanções sobre o petróleo russo.
O presidente do Conselho Europeu criticou a decisão unilateral de Washington, que considerou “muito preocupante” por ter “impacto na segurança europeia”.
António Costa insistiu que “o aumento da pressão económica sobre a Rússia é decisivo para que esta aceite uma negociação séria, com vista a uma paz justa e duradoura” na Ucrânia – escassos dias depois de o antigo primeiro-ministro português ter afirmado que o Presidente russo, Vladimir Putin, era o “único vencedor” da guerra lançada contra o Irão.
Mas será mesmo assim? Corina Lozovan, investigadora e doutoranda do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, considera que “Putin não é um vencedor desta guerra”, apenas “beneficia temporariamente”.
A convidada desta edição do podcast concede que, com este novo conflito no Médio Oriente, Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, “oferecem” a Putin “exemplos fáceis de unilateralismo, força sem mandato e seletividade moral”. Em concreto, “ao atuar fora do direito internacional no Irão, Trump fortalece a narrativa russa” sobre a Ucrânia, diz.

Cessar-fogo no Irão? “Trump está desesperado para sair de uma guerra da qual não sabemos sequer porque entrou”
21:37

Sortido húngaro nas urnas dia 12, com risco de indigestão europeia
31:06

“Quem conseguir primeiro usar a Lua como plataforma de testes, dominará os próximos anos de descobrimento espacial”
30:12