O economista e gestor olha para as tarifas de Trump como uma arma geopolítica. Avisa que a Europa é “o reino da burocracia” mas garante que Portugal pode sair a ganhar neste novo contexto internacional. A Europa “atingiu um nível de afluência muito elevado, sentou-se confortavelmente em cima dessa afluência e começou a assumir uma espécie de missão de salvar o mundo, de impor uma moralidade ao mundo”. O alerta é de Vítor Bento que considera que a Europa se assumiu “como tendo uma superioridade moral sobre o resto do mundo e que isso lhe dava um dever de educar o resto da Humanidade” e acabou por “descurar os aspetos práticos da competitividade, os aspetos práticos, de facto, da capacidade de inovação”. É isso que explica a perda de competitividade europeia, que foi diagnosticada pelo célebre relatório do ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi. “Prendeu-se muito àquilo que chamo de economia de manual, nomeadamente no caso da política de concorrência da Europa.” Economia de manual são os modelos dos livros onde “não há pessoas e o que existe são abstrações funcionais das pessoas: consumidores, aforradores, trabalhadores, investidores”. Este episódio teve moderação de João Silvestre e contou com a participação de Vitor Bento. A edição esteve a cargo de João Martins.

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