Para Luís Marques Mendes, esta era uma crise desnecessária que só agrava o problema da inflação, da perda do poder de compra, do crédito à habitação, entre outros. Para o comentador, era fácil evitar uma crise desta magnitude e não compreende a decisão de abrir uma guerra com Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve sempre ao lado do Governo. “É preciso mais maturidade nesta governação”, remata. Marques Mendes considera ainda que João Galamba já não é um ministro, apesar de considerar que uma remodelação profunda não deverá acontecer. “Desta situação há consequências e desafios. Comecemos pelas consequências: primeiro, o Governo tem um Ministro a menos. João Galamba, na prática, já não é Ministro. É um cadáver político que ainda mexe. Segundo, uma remodelação profunda do Governo, como muitos pedem, passou a ser do domínio da ficção. Ninguém com prestígio e qualidade quer entrar num governo desgastado e com os dias contados.Terceiro, o Governo fica mais fragilizado. Não queria que se falasse de dissolução, porque o fragilizava. Agora, vai passar a falar-se ainda mais: dissolução quando? A seguir à CPI? Antes das europeias? Depois das europeias? É a ideia de um governo interino e a prazo.” O comentário de Marques Mendes foi exibido no Jornal da Noite da SIC a 7 de maio.

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