O mundo não para. Enquanto o Irão ameaça vingar a morte de Khamenei com ataques a figuras americanas e bombardeia os seus próprios vizinhos do Golfo — incluindo Omã, aliado histórico de Teerão —, Donald Trump perde a paciência com Teerão e fecha a porta à facção iraniana que recusa negociar. Em Ancara, a NATO saiu reforçada: a Turquia troca os mísseis russos S-400 por caças americanos, a Síria senta-se à mesa dos aliados ocidentais e a Ucrânia recebe uma licença histórica para fabricar os seus próprios mísseis Patriot — uma aposta no longo prazo enquanto as cidades continuam a ser atacadas por balísticos russos impossíveis de interceptar. Em Paris, a França prepara uma montra de poder aéreo no desfile da Bastilha, com aviões ucranianos a sobrevoar os Campos Elísios como símbolo político. Em África, o Daesh cresce, o Mali sangra sob uma ofensiva mecanizada e Lavrov chega a Maputo com promessas que já falharam antes. E em Lisboa, uma decisão que custará entre 2,3 e 3 mil milhões de euros aproxima-se: Portugal terá de escolher o seu próximo caça de combate — F-35, Rafale, Typhoon ou Gripen —, um avião que definirá a soberania aérea nacional durante as próximas três décadas.

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