A modernização da Marinha Portuguesa, com a aquisição de novas fragatas, está no centro de um debate focado no seu custo elevado: cerca de 900 milhões de euros por navio, um valor 150 milhões acima do valor pago pela Itália por embarcações semelhantes. Nuno Rogeiro explica que a diferença de preço se justifica por um pacote de aquisição que vai muito além da simples compra do navio, representando um investimento a longo prazo na soberania e na indústria nacional. O contrato português assegura um preço fixo até 2059, cobrindo não só a manutenção completa por 30 anos e a futura modernização de meia-vida, mas também munições, treino e a requalificação de infraestruturas críticas na Base Naval de Lisboa.
O investimento reflete-se igualmente numa superioridade tecnológica e estratégica. As fragatas nacionais estarão equipadas com o dobro da capacidade de mísseis antiaéreos (32 células) e integrarão o avançado míssil antinavio norueguês. O que à primeira vista parece um custo acrescido é, na verdade, uma aposta estratégica na autonomia, na capacitação tecnológica nacional e na garantia de uma esquadra moderna e totalmente operacional para as próximas décadas, garante Nuno Rogeiro.

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