No início de setembro, a programação do festival MEO Commedia a la Carte Fest ficou desfalcada. Inês Aires Pereira, Cebola Mol, Pedro Tochas, Vhils, Carolina Deslandes, Bárbara Tinoco, Tatanka e o Conjunto Cuca Monga saíram do cartaz encabeçado pelo humorista Jerry Seinfeld.
Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca, os Cebola Mol, deixaram uma mensagem nas redes sociais: “Celebraremos justiça, liberdade e alegria numa próxima oportunidade.” Inês Aires Pereira reagiu no instagram: “Adoro fazer este espetáculo e levo muito a sério que tantas pessoas comprem bilhetes para assistir, mas há princípios mais importantes a ter em conta.” Os restantes artistas não prestaram mais declarações, mas a razão para cancelarem os seus próprios espetáculos tornou-se evidente.
O humorista Jerry Seinfeld é assumidamente apoiante de Israel, negando a existência da Palestina. Noutra situação chegou a dizer que o movimento Free Palestine é pior que o Ku Klux Klan: “O KKK é melhor: admite logo que não gosta de negros e de judeus. É mais honesto”, afirmou o humorista.
Perante a desistência, a organização do festival, cujo curador é César Mourão, colocou em cima da mesa a possibilidade de cancelar o festival, mas garantindo a atuação de Jerry Seinfeld, na MEO Arena, a 1 de novembro. A situação gerou muita controvérsia, com várias críticas à decisão de quem saiu do cartaz, sublinhando que as declarações de Seinfeld já eram conhecidas quando, em abril, tinham aceitado pertencer ao mesmo evento.
A convite da SIC Notícias, Gustavo Carvalho comentou a situação no “Domingo Direto”. No Humor À Primeira Vista, ouvimos a análise de Gustavo Carvalho, num comentário moderado pelo jornalista Diogo Teixeira Pereira.

Dário Guerreiro: “Vejo o humor como os EUA veem o roast, é uma homenagem a quem estamos a escarnecer”
49:57

Priscila Castello Branco: “Olhei-me ao espelho com o diploma de Direito e disse: ‘Quero ser atriz’”
49:12

Quantos milhões vale a comédia nacional?
22:27