Carlos Coutinho Vilhena tem (pelo menos) três vícios. Quer encontrar frescura em todas piadas, ambiciona produzir ilusões em tudo o que cria e adora sentir-se enganado, sem perceber que o está a ser. Na série “O Resto da Tua Vida”, em 2019, mostrou-nos o que era feito de João André, o Kiko dos Morangos com Açúcar. Em “Clube da Felicidade”, em 2021, escrita com Pedro Durão e protagonizada com Catarina Rebelo, foi em busca da ideia para mais um projeto de sucesso. Agora o humorista propõe uma peça de teatro, “Síndrome de Lisboa”. É a segunda que escreve, e onde volta a reunir-se com João André, Pedro Durão e Catarina Rebelo. Apresenta-se em palco como “Carlos”, o último paciente de uma terapeuta que pretende deixar de o ser. Como nos tem habituado, pretende continuar a estimular a dúvida entre o que é realidade e ficção. Em conversa com Gustavo Carvalho, no podcast Humor À Primeira Vista, Carlos Coutinho Vilhena fala sobre o espaço da stand-up comedy e do teatro no seu percurso, explica porque é fundamental a ilusão num trabalho artístico e expõe porque acha que seria melhor não conhecermos os artistas.

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