Montenegro chegou ao palacete de São Bento, depois dos 3049 dias de poder socialista, e a primeira coisa que fiz foi imitar Costa. Levou a cabo, de imediato, uma reversão. O logotipo do Governo voltou a ser o do tempo de Passos, com as quinas e os castelos. Apesar de Marcelo ter aconselhado o novo primeiro-ministro a partir os problemas aos bocadinhos, Montenegro entrou com tudo. Quis colocar os socialistas entre a espada e a parede. Quem não esteve lá para ouvir foi o secretário-geral do PS. Acompanhado, na ausência, pelos restantes líderes da esquerda parlamentar. Há quem diga que não gostam de vernissages. O caminho do governo é tão estreito que anda no ar um cheirinho a pré-campanha. E talvez já não seja só a das europeias, marcadas para Junho.

Cabeça na lua, dedo não gatilho
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