É nazismo para cá, nazismo para lá… As acusações mútuas, em tempo de guerra, vão todas dar à mesma analogia, num medir de pilinhas nazis. Putin, sem nada para anunciar no tão aguardado discurso de 9 de Maio, inventou uma iminente invasão da Rússia pela Nato para justificar a invasão real da Ucrânia pela Rússia. Ao mesmo tempo, Ursula van der Leyen falou do sonho europeu em tom de filme de Hollywood e Macron recuperou a obsessão francesa pela Europa a duas velocidades. Ainda assim, a guerra não acabou com a Covid e voltámos a ter notícias do famoso RT, nem com a propensão para a família, no sentido nepotista do termo, ou talvez mesmo siciliano, do slogan ‘deus, pátria, família’ recuperado pelo partido de André Ventura.

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