Um ministro diz e repete que há-de esclarecer tudo no seu tempo próprio; é esperar. Outro, fala repetidamente para pedir desculpas depois de ter posto as culpas em meio mundo; é acreditar. Há ainda um terceiro em sarilhos, mas desse se falará em próxima ocasião. Entretanto, com mais notas de exames erradas todos os dias e com o descaminho da galera sem papéis que o justifique, tal como não há relatório que explique como se avançou para uma revolução nos exames sem uma avaliação do que correu mal no teste do ano passado, o primeiro-ministro decidiu anunciar que não vai tirar férias neste verão. É melhor ficar por perto para não ter de citar, alarmado, o verso célebre de Sá de Miranda: “que farei quando tudo arde?”

Livros da semana: orgasmos, cegueira, discurso e reaccionarismo
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Telenovelas para quê?!
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Livros da semana: Nietzsche, Camilo, Mann e Machado de Assis
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