O fracasso das negociações do pacote laboral do governo minoritário de Luís Montenegro voltou ao centro do debate político e económico. Sem acordo na concertação social e com o futuro da proposta dependente de uma maioria parlamentar incerta, o tema expôs fragilidades estruturais da economia portuguesa: excesso de microempresas, mercado de trabalho dual, baixa produtividade e falta de visão estratégica integrada. Economistas, empresários e ex-governantes convergem no diagnóstico, mas divergem nas soluções — e o impasse político ameaça adiar reformas consideradas urgentes numa era de acelerada transformação tecnológica e demográfica.

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