Resolvida a crise do sub-prime e, na Europa, a crise das dívidas soberanas, seguiu-se um período de juros muito baixos que só inverteram para combater a crise inflacionista pós-pandemia. Agora há uma persistente turbulência com epicentro numa Casa Branca belicista a pressionar a inflação e os juros.
Envolvida na guerra das tarifas, a mais recente com o Canadá, e numa guerra de facto com o Irão, a América está a pagar os juros mais altos dos últimos 20 anos pela sua dívida. Uma dívida que chegou a uns impensáveis $40 triliões. Dito de outra forma 40 milhões de milhões.
À crise energética junta-se a crise da alimentação com os principais celeiros do mundo atingidos por guerras, com particular destaque para a Ucrânia, e pela crise climática.
Economias deprimidas precisam de políticos esclarecidos, mas não é isso que temos visto. Na análise que o New York Times fazia ao momento económico, neste fim-de-semana, para lá de lembrar que a taxa de juros baixos acabou, defende-se que a ressaca económica pode estar apenas a começar.
A Europa não está melhor e Portugal, mesmo estando nos antípodas da última crise, acabará sempre por sofrer as consequências. Orçamentos expansionistas e bónus aos pensionistas só por milagre.

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