Nuno Melo diz que o ambiente político está muito “volátil” e ninguém pode garantir que a legislatura vai até ao fim, Luís Montenegro afirma que a avaliação do Governo deve ser só em 2029. Melo já arrumou a casa no CDS, sem querer discutir estratégia para próximos atos eleitorais. Montenegro está a arrumá-la no PSD.
O líder do PSD e primeiro-ministro vai a votos no sábado, para a terceira recondução na liderança do PSD. Com uma moção que também não lança estratégia para eleições, mas que coloca a política de alianças em primeiro lugar, logo na introdução.
Montenegro coloca PS e Chega no mesmo saco, recusando acordos de governação com ambos. Quer “Fazer um Portugal maior”, como colocou a título da moção, e também uma maioria maior. Absoluta, de preferência, como assumiu na apresentação da moção. Mas vai remetendo votos só para o ano de quase todas as eleições. Ainda à direita, o Chega adiou o congresso lá para depois do verão e há vozes a mostrarem em público um sentimento de orfandade ou mesmo a desejarem uma nova casa onde se possam acolher.

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