Herdou o nome 'do Bem' da família, não sendo nenhum alter ego profissional ou 'da moda'. No entanto, diz ter a malícia de qualquer outro comum mortal. Na vida gosta de futebol e de sobremesas, mas é na secção dos frigoríficos dos hipermercados que encontra o seu pior inimigo. Procura, no stand-up, brincar com as camadas dos problemas mundanos que afetam todas as pessoas da mesma maneira, mas continua a ser a mesma Luana que contava mentiras na escola para se adaptar. No entanto, é na vida pessoal que gosta de ser de verdade. Confessa que o dia em que percebeu a sua sexualidade foi o mais libertador de sempre: "Foi um momento de fogo de artifício. Gostava que toda a gente tivesse a experiência que eu tive (...) é mesmo um alívio". A apresentadora e humorista falou ainda sobre como os pais lidaram quando lhes contou sobre a sua homosexualidade: "Quando eu contei não estava a dar uma novidade a ninguém. Primeiro porque estava muito apaixonada por aquela miúda, e segundo porque eu sempre fui bastante maria rapaz e eu sinto que as pessoas à minha volta estavam todas só à espera do dia".

”Ia duas vezes por dia à Renascença à procura de emprego. A secretária dizia sempre: 'Um dia ainda vais entrar'. A D. Filomena ajudou-me muito”
45:30

Bernardo Silva: “Hoje em dia o futebol evoluiu tanto que o talento é só uma pequena parte do que é ser um futebolista”
53:03

João Bettencourt: “Queria ser professor, piloto, cozinheiro. Até que Deus me indicou o caminho e disse para ir experimentar figuração”
43:55