As negativas do presidente Bolsonaro sobre a gravidade da pandemia do coronavírus provocou uma certa ruptura com os poderes Legislativo, Judiciário e até parte do próprio Executivo. O tom de ameaça aos governadores que determinaram o isolamento social para combater a doença, e a defesa da flexibilização deste método de olho na economia, trouxe o isolamento do presidente. Jair Bolsonaro passou a reclamar que seus ministros não defendiam publicamente aquilo que ele pensava. O ruído ficou evidente após o Ministério da Saúde fazer recomendações diferentes daquelas defendidas por Bolsonaro. No seu último pronunciamento, o presidente tentou adotar a sensatez, mas continuou distorcendo a fala da OMS sobre isolamento social. Pressionado e isolado, Bolsonaro vai conseguir das as respostas que o Brasil precisa? O instinto de sobrevivência política falou mais alto ao mudar de o tom?
Na edição de hoje, analisamos o assunto num bate papo com o editor da “Coluna do Estadão”, Alberto Bombig, e com o cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez.

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