O conflito entre Israel e Hamas chega ao seu 11º dia sob a expectativa de uma ofensiva do exército israelense por terra, com intuito de aniquilar o grupo terrorista na Faixa de Gaza. A população palestina foi avisada previamente pelos militares para que deixasse o norte do enclave e se desloque para o sul. No domingo, 15, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, prometeu “desmantelar” o Hamas, que ele descreveu como “monstros sanguinários”.
A nova etapa da guerra, além de representar um grande desafio para operação militar, pode elevar drasticamente o número de civis mortos. Gaza é densamente povoada e, debaixo dela, há todo um labirinto de túneis por onde os terroristas do Hamas se escondem e planejam suas ofensivas. Especialistas em segurança - e o próprio governo de Israel - entendem que essa fase do conflito deve se arrastar por um longo período.
A ofensiva terrestre em Gaza ainda pode atrair novos atores para o cenário da guerra, como o Irã - que promete retaliação - e o grupo terrorista Hezbollah, que atua no sul do Líbano e já tem desferido ataques contra Israel. Os Estados Unidos têm dado amplo apoio aos israelenses, mas temem que a guerra ganhe novas proporções. O presidente norte-americano, Joe Biden, disse que seria “um grande erro” Israel ocupar Gaza e pede que as negociações para a criação de um Estado palestino sejam retomadas.
Afinal, Israel tem condições de acabar de vez com o Hamas? De que maneira uma escalada da guerra mexe com os países do entorno? Israel já precisa pensar e planejar um cenário do pós-guerra?
Para tratar desses temas, edição de hoje (17) do ‘Estadão Notícias’ conversa com Helena Cherem, especialista em geopolítica do Oriente Médio, mestra em Relações Internacionais, professora na StandWithUs Brasil e pesquisadora assistente Weatherhead Center for International Affairs da Universidade de Harvard.
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