Com a prisão de Michel Temer, o país tem o seu 2º presidente preso por crime comum na curta democracia brasileira. O emedebista é acusado de ser chefe de uma organização criminosa que atua há 40 anos no Rio de Janeiro. A declaração foi dada pelo juiz da 7ª Vara Federal do Estado, Marcelo Bretas. Já o Ministério Público Federal diz que o grupo de Temer, do qual fazem parte o ex-ministro Moreira Franco e Coronel Lima, amigo do ex-presidente, desviou R$ 1,8 bilhão dos cofres públicos. A ação que ocasionou na prisão de Michel Temer é decorrente da Operação Radioatividade, que investiga crimes de formação de cartel e prévio ajustamento de licitações, além do pagamento de propina a empregados da Eletronuclear.
Mas como fica o cenário político brasileiro após essa prisão? É possível que atrapalhe o andamento da reforma da Previdência no Congresso? Para o cientista político da FAAP, Luiz Bueno, o caso pode atrasar a tramitação de projetos importantes no legislativo. Na parte jurídica, o criminalista João Paulo Martinelli acredita que não há justificativa para o pedido de prisão preventiva de Michel Temer.

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