Levantamentos recentes do Estadão mostraram que o Congresso Nacional, em suas duas Casas, terá uma alta taxa de postulantes à reeleição. Na Câmara, chega a 90%, enquanto no Senado 65% vão tentar buscar mais um mandato de oito anos. Este seria um retrato cristalino da falta de renovação em nosso legislativo? Na verdade, não. Ao menos é o que diz o cientista político e diretor do Movimento Voto Consciente, Bruno Souza, entrevistado aqui no programa. Segundo ele, a média brasileira de renovação no Congresso é alta em comparação com outras democracias. Beira os 50%. O maior problema, segundo ele, não está na capacidade ou não de se emplacar novas caras, mas o distanciamento da sociedade do Poder Legislativo – agravado por uma cultura de demonização da política e de seus protagonistas. “Se as pessoas se afastam, não existe milagre. Na democracia, os candidatos somos nós mesmos. É disso que se trata. Candidatos não saem por uma inspiração divina e assumem o poder. Eles chegam lá por meio do voto”.
Confira ainda nesta edição um papo sobre cultura russa e as características mais marcantes do país que está sediando a Copa do Mundo. Na coluna “Direto Ao Assunto”, José Nêumanne Pinto fala sobre as viagens internacionais “obrigatórias” da linha sucessória presidencial em ano eleitoral.

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