A obrigatoriedade de se aplicar 30% dos fundos destinados à campanha eleitoral em candidaturas femininas vem criando sérias dificuldades para uma boa parte dos partidos brasileiros. Com receio de perder esta importante fatia, dirigentes de siglas têm questionado a Justiça Eleitoral sobre alternativas, como aplicar os recursos em campanhas com candidatas que ocupem postos secundários, com os de vice – conforme revelou reportagem do Estadão na semana passada. A questão ganhou mais força nestas eleições pelo fato do investimento empresarial estar proibido. Ou seja, os partidos dependem essencialmente dos fundos públicos (partidário e eleitoral). A tentativa de driblar a “cota feminina” demonstra que projetar mulheres no cenário político-eletivo ainda caminha a passos lentos no Brasil. Avançamos neste assunto numa conversa com a cientista política Christiane Romeo, professora da faculdade Ibmec. Ela afirma que, num plano ideal, a obrigatoriedade de se cumprir com uma cota não é positiva, mas considera que no atual contexto brasileiro a medida realmente é necessária.
Confira ainda nesta edição nossa tradicional agenda econômica da semana com os comentários da editora do Broadcast, Renata Pedini; e as análises sobre o cenário político de José Nêumanne Pinto na coluna “Direto ao Assunto”.

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