No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 21, Carlos Andreazza fala sobre a relação turbulenta entre o judiciário e o legislativo.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) classificou como “mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação” um despacho de Paulo Gonet.
O procurador-geral da República encaminhou à Procuradoria Eleitoral de Sergipe uma representação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o parlamentar.
“Tomei ciência através da imprensa de despacho do PGR que encaminha à procuradoria eleitoral regional a representação feita pelo ministro Gilmar Mendes que me acusa de abuso por conta da proposta de indiciamento por crime de responsabilidade que apresentei no relatório da CPI do crime organizado”, afirmou Vieira no X.
Gilmar Mendes disse ainda que o relator “se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal”.
O ministro Dias Toffoli, por sua vez, defendeu que a justiça eleitoral cassasse políticos com atuação voltada à intenção meramente eleitoral.
O parlamentar afirma que a advocacia do Senado pediu para acessar os autos, mas não conseguiu.
Uma cópia, porém, teria sido enviada à imprensa.
O Ministério Público Federal diz que o processo corre em sigilo.

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