As notícias de que vários países já começam as ações de vacinação contra a covid-19 acabaram por expor um cenário preocupante para o Brasil. Por que o governo ainda não estabeleceu uma meta precoce de imunização da população? Durante algum tempo, o Ministério da Saúde apostou na vacina da Oxford, que se mostrou problemática ao longo do estudo e, com isso, demorou para negociar com outras farmacêuticas que estavam mais avançadas no processo de aprovação. Por pressão popular, o governo de Jair Bolsonaro resolveu negociar com a Pfzier, que já é usada no Reino Unido. No entanto, tem ignorado a vacina produzida pelo Butantan, em parceria com uma empresa chinesa, por diferenças políticas com o governador de São Paulo, João Doria. Aliás, o Estado anunciou o início da vacinação para 25 de janeiro, mesmo sem aprovação da Anvisa.
Afinal, o governo federal está, de fato, atrasado no planejamento da vacinação contra covid-19? Na edição de hoje, conversamos sobre o assunto com a repórter do Estadão, Fabiana Cambricoli e com a Dra. Monica Levi, presidente da Comissão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações.

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