A máquina retórica de teses delirantes de Jair Bolsonaro voltou a atacar. Desta vez para chancelar a afirmação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que o nazismo seria de esquerda. Não é a primeira vez que o presidente brasileiro opta por confrontar abertamente entendimentos já pacificados por historiadores e cientistas. Mas isso não ser restringe apenas ao campo ideológico. Mesmo em decisões práticas de governo, a racionalidade tem sido muitas vezes desprezada. É o caso da decisão de abrir um escritório comercial em Jerusalém, fato que desagradou a todas as partes, inclusive Israel. Ainda que presidente, Bolsonaro parece não ter extirpado sua origem de um deputado marginal que ganhou notoriedade a partir dos posicionamentos excêntricos. O problema é que a política agoniza. E é somente a partir dela que certas transformações serão possíveis. Bolsonaro ainda reúne condições para enfrentar os reais desafios do País? Conversamos sobre o tema com o cientista político Cláudio Couto (FGV).

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