Se o peso do engajamento digital fosse o único elemento definidor para o resultado dessas eleições, o partido Novo poderia estar em vantagem sobre players mais tradicionais. De fato, nas redes sociais, a atuação dos militantes da agremiação recém-criada impressiona. Nas pesquisas de intenção de voto, porém, a mobilização da web não tem se convertido em números mais expressivos. João Amoêdo, candidato à Presidência, figura na parte de baixo, próximo ao bloco do 1% entre os presidenciáveis. Para além do desempenho matemático, o Novo aproveitou a janela de desencanto generalizado da sociedade com a classe política para projetar um discurso de renovação. Que tem como base essencial o liberalismo econômico, além da refutação de toda práxis que sustenta a governabilidade. Isto é, o “toma lá, da cá” e a concessão de uma infinidade de privilégios aos que detém o poder. Para entender melhor este fenômeno e o quanto ele tem viabilidade no quadro eleitoral do Brasil, conversamos com o cientista político Vitor Oliveira.
A análise se conecta diretamente com a sabatina de ontem promovida pelo Estadão, que foi justamente com o candidato João Amoêdo. Ele respondeu a perguntas de jornalistas e da plateia que esteve presente na Faap, em SP. Nas propostas, o representante do Novo reforçou a linha programática do partido, pregando privatizações e o enxugamento do Estado.
Confira ainda a tradicional coluna “Direto ao Assunto”, com os comentário de José Nêumanne Pinto.

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