No “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 18, Carlos Andreazza fala sobre como o ministro Flávio Dino, do STF, tornou público o ofício enviado ao decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento de terça-feira, 15, para questionar decisões do presidente do Tribunal, Edson Fachin.
Dino também defendeu que sejam identificados todos os magistrados com indícios de recebimento de dinheiro ou benefícios ligados ao Banco Master, diretamente ou por parentes de até 2º grau, e que os casos conexos sejam analisados conjuntamente.
Dino ainda determinou expressamente nesta quinta-feira, 17, que a Polícia Federal não investigue seu colega de Corte, o também ministro André Mendonça,na ação que investiga contratos da Prefeitura de São Paulo com empresas que administram cemitérios da cidade.
Na decisão, Dino afirma que apenas o presidente do STF pode pedir a investigação dos ministros.
Ainda em Brasília, o presidente do Supremo, Edson Fachin, adiou o julgamento marcado para a próxima quarta-feira, 23, sobre a atuação do ministro André Mendonça na condução do caso Master.
O procedimento foi aberto por determinação de Fachin, a partir de informações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de crime de responsabilidade e abuso de autoridade.
As alegações de Moraes se apoiam em um relatório de inteligência da Polícia Federal, sem valor de prova, que sugere irregularidades na condução do caso pelo relator.
Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é importante
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