No “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 16, Carlos Andreazza comenta fala do ministro Gilmar Mendes que nesta quarta-feira, 15, reagiu às declarações do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, que defendeu o impeachment e a prisão dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Em publicação na rede X, o decano do Supremo classificou como “no mínimo irônico” o ataque de Zema ao tribunal, lembrando que o próprio político recorreu à Corte para postergar o pagamento de parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
De acordo com o ministro, sem a intervenção institucional do STF, o então governador teria enfrentado um quadro de forte desequilíbrio fiscal, com riscos à manutenção de serviços públicos essenciais no Estado.
“A contradição é latente: quando o STF profere decisões que garantem o fluxo de caixa ou suprem omissões do Legislativo local, a Corte é acessada como agente necessário ao funcionamento da máquina estatal. Contudo, basta que contrarie interesses políticos para que o pragmatismo jurídico dê lugar a chavões vazios de ‘ativismo judicial’ e a ataques à honra dos ministros”, afirmou Gilmar Mendes.
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O 'Estadão Analisa' é transmitido ao vivo de segunda a sexta-feira, às 7h, no Youtube e redes sociais do Estadão. Também disponível no agregador de podcasts de sua preferência.
Apresentação: Carlos Andreazza
Edição/Produção: Jefferson Perleberg
Coordenação: Renan Pagliarusi
Foto: Wilton Junior/Estadão

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