O ex-presidente Donald Trump fez uma descrição detalhada da tentativa de assassinato que sofreu no último fim de semana em seu primeiro discurso após o atentado. No encerramento da Convenção Nacional Republicana, ele pregou união e disse que a divisão na sociedade americana precisa ser curada, mas não poupou os democratas de críticas. O pronunciamento começou com um tom mais emotivo, que se dissipou ao longo do discurso, quando fez ataques ao governo de Joe Biden e adotou um tom messiânico. No conteúdo, voltou a dizer, sem evidências, que os imigrantes vêm de prisões e instituições psiquiátricas, representando um risco para o país. E prometeu parar o que chama de “invasão” e concluir o muro na fronteira com o México. Em entrevista à Rádio Eldorado, o doutor em Relações Internacionais Vladimir Feijó, professor da Faculdade Arnaldo Janssen, de Belo Horizonte, disse que Trump fez um aceno aos descontentes com Joe Biden, mas ao mesmo tempo procurou mexer com temas de interesse de sua base para garantir o comparecimento dos eleitores em novembro, já que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos. O especialista também comentou a situação de Biden, cada vez mais pressionado a desistir da reeleição. Para Feijó, o presidente americano vive “um cenário irreversível”.

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