Líder e referência para a extrema-direita populista global, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições gerais de ontem e vai deixar o poder após 16 anos. Com a apuração praticamente concluída, o partido Tisza, de Péter Magyar, somava 53% dos votos, o que lhe garantia 138 dos 199 assentos do Parlamento. O partido Fidesz, de Orbán, tinha 37% de apoio do eleitorado, o equivalente a 55 cadeiras. Magyar, que provavelmente se tornará o novo premiê, é um ex-aliado de Orbán e rompeu com o Fidesz em 2024, migrando para um partido de centro-direita.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Carolina Pavese, Doutora em Relações Internacionais e diretora da Impacta Consultoria Estratégica, disse que Orbán teve um desgaste por causa da crise econômica, do alinhamento com a Rússia na guerra contra a Ucrânia e do afastamento da União Europeia. Ela acredita que a vitória do opositor húngaro possa fortalecer movimentos contra a extrema-direita em outros países da Europa. A especialista ressaltou que Magyar já anunciou uma posição de neutralidade na guerra entre Rússia e Ucrânia, mas não deve mudar algumas das políticas de Orbán. “A agenda segue conservadora na questão dos costumes e da xenofobia com a imigração”, afirmou. Na entrevista, Carolina Pavese também analisou a indefinição na eleição presidencial no Peru, realizada neste domingo.

Guerra no Irã: quais são os impactos na economia mundial e no Brasil? Ouça análise
10:25

Deportação, extradição ou asilo: o que pode acontecer com Alexandre Ramagem, preso nos EUA?
10:40

EUA bloqueiam Ormuz: “´E uma aposta arriscada. O Irã ganhou essa guerra”, diz Gunther Rudzit
12:05