As negociações realizadas em Washington entre líderes europeus, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e Donald Trump terminaram sem avanços concretos, limitando-se à promessa de um novo encontro. Para a professora de Relações Internacionais da Unifesp, Cristina Pecequilo, não se trata de uma perspectiva de paz, mas apenas de uma possível redução das hostilidades. Segundo ela, os impasses permanecem: a manutenção de territórios ocupados pela Rússia, a resistência de Moscou à entrada da Ucrânia na OTAN e a indefinição sobre garantias de segurança para Kiev.
Em entrevista ao Jornal Eldorado, Pecequilo avalia que qualquer concessão territorial fortalece a Rússia, enquanto Trump busca capitalizar politicamente com o processo. “A paz é ilusória. O que existe agora é a tentativa de estabilizar o conflito, mas os arranjos podem ser rompidos conforme o cenário político se altere”, afirmou.

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