O projeto de lei Antifacção aprovado nesta semana pela Câmara e que vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva traz alguns avanços, mas falha ao excluir do texto a taxação das bets para financiar a segurança pública em ações contra o crime organizado. A avaliação é do coronel reformado José Vicente da Silva Filho, que é professor do Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar de São Paulo e ex-secretário nacional de Segurança Pública. Em entrevista à Rádio Eldorado, ele apontou avanços no aumento das penas, mas destacou que esse endurecimento só atinge “o crime organizado violento e não o de colarinho branco”. Sobre a não taxação das empresas de apostas, José Vicente disse que os parlamentares “não quiseram incomodar os lobistas das bets”. Para o especialista, os recursos dessa taxação poderiam financiar a criação de mais vagas prisionais e reforçar o monitoramento das fronteiras brasileiras.

Preço do petróleo já sobe após guerra no Irã e pode impactar inflação; ouça análise de especialista
08:58

Bolsonaro preso pede união da direita e Lula tem dificuldade em alianças estaduais; ouça análise
09:34

Guerra no Irã: “Trump quer um regime que se submeta aos Estados Unidos”, diz Vitelio Brustolin
13:44