O Ministério Público do Trabalho divulgou nesta terça-feira, 18, o mais recente balanço sobre as denúncias de assédio eleitoral recebidas pelo órgão referentes às eleições deste ano, indicando que houve 419 relatos de casos em que o empregador pressiona o trabalhador a votar em determinado candidato. O número representa quase o dobro das denúncias que chegaram ao MPT ao longo de todo o período eleitoral de 2018, quando foram registrados 212 relatos referentes a 98 empresas. O órgão também recebe denúncias garantindo o anonimato do trabalhador. Outra maneira de denunciar é utilizar o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral. O responsável pode responder processo trabalhista. Além disso, o Código Eleitoral prevê penas de até quatro anos de reclusão e multa em caso de assédio eleitoral. Em entrevista à Rádio Eldorado, Paulo Renato Fernandes professor da FGV Direito Rio, admitiu que o trabalhador pode ter receio de denunciar e perder o emprego, mas afirmou que há meios de combater esse tipo de crime.

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