O sistema de represas que abastece a Grande São Paulo está no nível mais baixo em uma década, com 33,7% da capacidade total. Apesar das chuvas dos últimos dias terem aumentado o volume dos sete reservatórios que compõem o sistema, a região ainda sofre com o baixo índice de precipitações e a Sabesp tem reduzido a pressão nos encanamentos, como forma de economizar água. Com isso, moradores de vários bairros da capital já reclamam de problemas de abastecimento.
O governo do Estado faz as contas de qual é o nível mínimo dos reservatórios para evitar o colapso do sistema ao longo do ano. Nos cálculos da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), o sistema precisa entrar na temporada seca com pelo menos 47% do nível para evitar problemas. Para o fim da estação seca, o patamar de segurança projetado é de 30%. Se a situação piorar, os 22 milhões de habitantes da Região Metropolitana podem enfrentar redução de 16 horas na pressão nas tubulações ou até medidas mais drásticas, como o rodízio no abastecimento.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor da UNESP de Ilha Solteira Jefferson Nascimento de Oliveira, especialista em recursos hídricos, disse que as chuvas ainda não têm sido suficientes para encher os reservatórios e apontou a necessidade de aumento da produção de água e de redução do consumo para evitar o risco de desabastecimento. “É um risco real se continuar havendo a estabilização ou o aumento do consumo”, afirmou.

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