O deputado eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP), integrante da transição de governo na área de Cidades, defendeu hoje a adoção de um plano emergencial de habitação a partir de 1º de janeiro, data de posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à Rádio Eldorado ele disse que “nos últimos anos houve um desmonte das políticas habitacionais no País”. Sobre a possibilidade de ocupar um ministério no futuro governo, Boulos ressaltou que sua atuação deve ocorrer na Câmara. “A prerrogativa de convidar é do presidente, ninguém se convida. O meu foco neste momento é atuar no Legislativo”, afirmou.
Questionado sobre os protestos golpistas contra o resultado da eleição, Boulos alegou que “felizmente, isso foi reduzido a um pequeno grupo de saudosistas da ditadura militar”. “As eleições terminaram, não existe 3º turno. O Bolsonaro vai ter que responder pelos seus crimes, eu sou contra qualquer tipo de anistia”, completou.
Perguntado sobre a viagem de Lula em um jatinho do empresário José Seripieri Júnior para a Conferência dp Clima da ONU, no Egito, Boulos não viu como um erro a atitude do presidente eleito ao pegar a carona particular. “Não há ilegalidade. O Lula ainda não é agente público. O Estado brasileiro deveria ter dado o transporte, mas não se espera isso de Bolsonaro”, alegou.

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