Previsto para durar duas semanas, o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, anunciado na noite de anteontem, sofreu abalos já nas primeiras horas em vigor, o que alimentou incertezas sobre o futuro do acordo. A maior divergência recai sobre a inclusão ou não do Líbano na trégua. Israel manteve ontem os ataques contra alvos do Hezbollah no território libanês, em uma ofensiva que matou mais de 250 pessoas. O governo iraniano e o Paquistão, que mediou o acordo, dizem que o cessar-fogo deveria incluir o combate ao Hezbollah. Já os Estados Unidos e Israel sustentam que o Líbano não faz parte da trégua. A Casa Branca se queixou de que o texto do acordo enviado ao Irã teria pontos diferentes do recebido pelos diplomatas americanos. Em resposta à ofensiva contra o Líbano, o Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz, por onde um quinto da produção mundial de gás e petróleo é escoada. Uma negociação frente a frente entre representantes dos Estados Unidos e do Irã está prevista para o próximo sábado no Paquistão.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Fábio Andrade, professor de Relações Internacionais da ESPM, disse que o futuro do acordo depende das ações do governo de Israel. “De nada vai adiantar se poucas horas depois Israel atacar militarmente o Líbano achando que isso não terá consequências”, afirmou.

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