Entre bombas e negociações, o Médio Oriente continua a arder enquanto a NATO tenta reescrever as regras do jogo. O cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão resiste mal às primeiras semanas: 160 alvos bombardeados em duas noites, navios atacados no Estreito de Ormuz e um regime iraniano que sai dos funerais do seu líder a proclamar vitória — mesmo com o país destruído e a liderança decapitada. Em simultâneo, em Ancara, Trump elogia Erdogan, insulta aliados e sai da cimeira da NATO com um resultado que poucos esperavam: a aliança sobreviveu, Portugal cumpriu pela primeira vez os 2% do PIB em defesa, e a Ucrânia voltou a entrar na declaração final. Mas a grande questão permanece sem resposta: o que quer Trump do Irão? E o que vai custar à Europa — e a Portugal — este novo mundo em que a defesa compete com a saúde no Orçamento do Estado?

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